«Trata-se de dividir os copiosos lucros obtidos à custa da criação alheia e do investimento alheio»

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Marinho e Pinto defende a aplicação de compensações para os produtores de notícias por cada link partilhado na Net, como forma de defender a qualidade e liberdade de imprensa. Sobre os filtros de uploads, lembra que só quem não o conhece poderia acreditar que iria votar contra

Até sexta-feira, os críticos da nova diretiva europeia dos direitos de autor alimentaram a esperança de que Marinho e Pinto votasse contra na Comissão JURI que tem vindo a reunir-se na introdução de emendas e outro tipo de alterações à proposta arquitetada pela Comissão Europeia com o contributo dos representantes de vários estados da UE no Conselho Europeu. Como é seu timbre, o eurodeputado não poupa nas palavras e recorda que as compensações para autores e editores vão ser aplicadas às plataformas de partilha de conteúdos e não aos internautas.

Afinal, o que vai ser votado na próxima quarta-feira na Comissão JURI?

A votação é sobre toda a diretiva, mas o que tem causado mais controvérsia são os artigos 11º e 14º. Para mim, o mais importante nisto tudo é o facto de, pela primeira, vez se criar um direito para os editores de imprensa. Isso é muito importante, porque é uma forma de defender a liberdade e a qualidade da informação. O que sucede hoje é que vamos acedendo à notícias, através do Google e de outras plataformas, que são detidas sobretudo por grandes empresas americanas, passámos a ter acesso à imprensa. Deixámos de comprar jornais, porque tenho os jornais gratuitos na Internet. Essas plataformas faturam milhões em publicidade que põem à volta dessa disponibilidade da obra dos outros – e das notícias que os outros fizeram.

Pode ler toda a entrevista de Marinho e Pinto, clicando aqui. (Acesso grátis e livre)